O chefe de Estado assumiu estas posições numa intervenção durante uma
visita à sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Lisboa,
numa sessão solene fechada à comunicação social, posteriormente divulgada no
sítio oficial da Presidência da República na Internet.
Presidente de Portugal prometeu empenho no reforço da CPLP e defendeu
que esta organização não pode tem de promover, dentro e fora, os seus valores
fundadores.
António Seguro defendeu que a organização tem de promover, dentro e
fora, os seus valores fundadores. Seguro assumiu estas posições numa visita à
sede da CPLP. na passada Sexta-feira (03/07).
“É com grande satisfação que visito esta nossa casa da lusofonia. Fiz
questão de realizar esta visita como sinal do compromisso inabalável de
Portugal com a CPLP e do meu empenho pessoal no reforço da nossa comunidade
assente na força dos laços históricos, culturais e económicos, na amizade e no
diálogo que unem os nossos países e os nossos povos”, afirmou.
Numa altura em que a Guiné-Bissau está suspensa da CPLP, na sequência
do golpe militar perpetrado no mês de Novembro de 2025, e foi substituída por
Timor-Leste no exercício da presidência temporária da organização, António José
Seguro deixou uma mensagem sobre “o pilar da concertação político-diplomática”,
na parte final do seu discurso.
O Presidente da República descreveu o actual contexto global como “cada
vez mais polarizado” e com crescentes ameaças aos “princípios básicos da ordem
internacional”.
“Em tempos de instabilidade e incerteza, é importante recordar de onde
partimos e não perder o norte”, defendeu.
António José Seguro referiu que na Declaração Constitutiva da CPLP se
pode ler, logo no início, que os seus fundadores estavam “imbuídos dos valores
perenes da paz, da democracia e do Estado de direito, dos direitos humanos, do
desenvolvimento e da justiça social”.
“Não devemos esquecer nunca esses valores que nos unem. E não devemos
esquecer nunca o poder que, juntos, temos de defender e promover esses valores
dentro e fora das nossas fronteiras”, acrescentou.
A CPLP tem nove Estados-membros: Angola que tem a embaixadora Maria de Fátima Jardim como Secretária da CPLP, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Guiné Equatorial, cuja adesão, em 2014, criou polémica, e que ainda não exerceu a presidência rotativa da comunidade, o que tem motivado divergências entre os países fundadores.

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