O crime praticado pelo medico alemão causou quinze vítimas que eram
seus pacientes (12 mulheres e 3 homens) com idades entre 25 e 94 anos.
O método de actuação do médico assassino consistia na administração de
um coquetel letal composto por um sedativo forte seguido de um relaxante
muscular, causando parada respiratória em minutos. Os crimes: foram cometidos
entre o mês de Setembro do ano 2021 e Julho de 2024.
Segundo os factos apurados nas investigações pelo menos em cinco
ocasiões, o médico provocou incêndios nos apartamentos das vítimas após os
homicídios para destruir provas.
Entretanto, apesar da condenação pelos quinze assassinatos, os
procuradores alemães continuam investigando o envolvimento do médico em outros
76 casos suspeitos.
O réu chegou a alegar durante o julgamento que agia por “compaixão”
para poupar o sofrimento dos doentes, mas a Justiça rejeitou a justificativa,
baseando-se nas perícias e na gravidade dos atos.
Em África são inúmeros os crimes que ocorrem no sector da saúde que
ficam impunes por negligência jurídica das instituições públicas.

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