João Lourenço apelou para a união urgente de esforços que ajudem a
resolver os conflitos armados ainda prevalecentes em determinados pontos do
globo, nomeadamente no Leste da RDC, no Sudão, nos países da região do Sahel,
na Somália, na Ucrânia, no Myanmar, no Médio Oriente, compreendendo a
Palestina, o Líbano e o Golfo Pérsico.
Citando as palavras do Presidente Angolano: — “Não podemos permanecer
indiferentes perante esta escalada de guerras, conflitos e tensões cujos
efeitos afectam a segurança, a economia global e os princípios fundamentais das
relações internacionais”.
Num discurso bastante aplaudido, o Presidente da República lembrou o
facto de os angolanos, com sacrifício, terem alcançado e consolidado a paz ao
longo dos anos através da reconciliação nacional, sendo, hoje, Angola um país
estável e seguro, aberto ao investimento privado nacional e estrangeiro, que
continua a consolidar o processo democrático, mediante a realização regular de
eleições gerais e a garantia dos direitos e das liberdades fundamentais dos
cidadãos.
De resto, o apelo ao fim dos conflitos armados e ao respeito pelo
Direito Internacional foi a tónica dos discursos de todas as entidades que
intervieram no primeiro dia da III Cimeiras da Aliança das Civilizações das
Nações Unidas, nomeadamente Miguel Angel Moratinos, Alto Representante da
Aliança das Civilizações das Nações Unidas e Enviado Especial para a Luta
contra a Islamofobia; Félix Tshisekedi, Presidente da RDC; José Ramos Horta,
Presidente da República de Timor Leste; José Seguro. Presidente da República
Portuguesa; José Maria Neves, Presidente da República de Cabo Verde; Ellen
Johnson-Sirleaf, Antiga Presidente da Libéria e Catherine Samba-Panza, antiga
Presidente da República Centro Africana.
A Cimeira das Civilizações das Nações Unidas, termina amanhã,
Sexta-feira (17).

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