A perda do poder de compra, devido a inflação elevada e a necessidade de políticas públicas mais activas para salvaguardar o poder económico dos cidadãos, tem sido um dos principais motivos das reclamações dos cidadãos que contestam diariamente o aumento dos níveis de carência social.
Entretanto, segundo às informações do governador do Banco Nacional de
Angola (BNA), Manuel Tiago Dias, pronunciadas no passado dia 14 de Julho na
província de Malanje: "A previsão da inflação em Angola foi revista em
baixa para 8,6% no final de 2026, e a de crescimento económico em alta para
3,6%, afirmou o governador no final da 130.ª Reunião Ordinária daquele órgão,
realizada na província de Malanje.
Por conseguinte, os dados mais recentes do Instituto Nacional de
Estatística (INE), sobre a inflação homóloga, fixaram-se em 10,11% em Junho,
face aos 19,73% registados no mesmo mês do ano anterior, confirmando a
trajectória de desaceleração dos preços.
No entanto, apesar da formalidade dos dados apresentados pelo BNA e
pelo INE poderem estar bonitos para os chefes, os mesmos dados não são
compatíveis com a realidade da perda do poder de compra dos cidadãos que
reclamam diariamente pela falta de incentivos económicos bancários a todos os
níveis e pela inoperância do sector empresarial que impacta directamente de
forma positiva na vida dos cidadãos.

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