Os relatórios indicam que até 80 ÷ 100% (cem porcento) das crianças de 10
anos na África Ocidental e Central não conseguem ler nem compreender um texto
simples, um reflexo de graves deficiências nos sistemas de ensino.
A ausência da cultura da leitura e da pesquisa associada ao
distanciamento da valorização do mérito por parte dos governos africanos, estão
entre as principais causas do atraso do desenvolvimento na grande maioria dos
países africanos que continuam a priorizar velhas práticas de nepotismo,
corrupção, e acentuado clientelismo político.
Os estudos são unânimes sobre a necessidade de um melhor apoio aos
professores, especialmente às questões relacionadas com a renumeração,
recrutamento, preparação, distribuição, supervisão, e apoio ao nível das
escolas. As políticas devem lidar com as taxas elevadas de absentismo e falta
de conhecimentos e capacidades dos professores, com enfoque em planos
curriculares actualizados, realistas para a preparação dos professores tendo
como suporte a gestão de recursos humanos aliada a modernidade como meio de
apoio no trabalho e incentivos a classe.
A crise de aprendizagem que perdura nos países africanos mina o
crescimento económico e o bem-estar dos seus cidadãos.
De acordo com um novo estudo do Banco Mundial. A região já fez
progressos consideráveis tendo aumentado de forma significativa as inscrições
na escola primária e secundária, mas cerca de 50 milhões de crianças ainda não
frequentam a escola, e a maioria das que frequentam a escola não conseguem
adquirir as competências básicas necessárias para terem êxito mais tarde na
vida.
Sem a aquisição de conhecimentos, a educação nos países africanos não
irá cumprir com a promessa de eliminar a pobreza extrema e criar oportunidades
partilhadas e prosperidade para todos.

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