A subida do preço do gasóleo influencia a formação dos preços de venda. Os proprietários de camiões e as empresas de transportes públicos terão de ajustar os preços dos seus serviços ou produtos causando o efeito cascata com a subida em toda cadeia dos preços de serviços e produtos.
Sendo frequentemente criticada, a política fiscal angolana tem sido
encarada como um instrumento de desincentivo das actividades económicas, em
particular pelos efeitos que tem exercido a curto, médio e longo prazo, do lado
da oferta.
Por cada novo imposto inserido no sistema económico angolano,
consequentemente passa a existir actualização nos preços dos produtos e dos
serviços praticados no mercado.
As políticas fiscais, no caso, os impostos sobre o rendimento, afectam
as decisões de oferta e o esforço do trabalho, de poupança e investimento.
A mobilidade crescente dos factores produtivos também muito contribuem
para uma maior reacção dos agentes económicos perante às alterações das taxas
de impostos.
De acordo com a economia do supply-side, as alterações de preços
induzidas pelas taxas de impostos afectam as decisões dos agentes económicos
entre trabalho e lazer, consumo presente e futuro, desenvolvimento da
actividade na economia oficial e na informal. Para os defensores da economia do
supply-side devem-se promover reduções de impostos como forma de atenuar as
distorções nas escolhas económicas, e os impostos proporcionais ao rendimento
introduzem menores distorções do que os progressivos.
A redução das taxas de impostos poderia mesmo aumentar as receitas
fiscais (RF) dos governos porque aumentaria a incidência da participação fiscal
nos impostos directos em relação aos impostos indirectos.
Entre as razões salienta-se a potencial redução das receitas fiscais
resultantes da introdução de uma taxa proporcional de imposto sobre o rendimento
relativamente baixa, de forma a que nenhum contribuinte ficaria penalizado
relativamente à situação dos impostos progressivos em vigor.

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