A indiferença que só pode ser classificada como hipocrisia colectiva
demonstra o quanto os governantes angolanos são insensíveis, cada um apenas
preocupado em aproveitar obter os benefícios do dinheiro público.
Os cenários de extrema pobreza que são constatados no largo da
Independência também conhecido como largo do primeiro de Maio na província de Luanda e
demais capitais de Angola, não têm qualquer justificação plausível para um
entendimento razoável, pois é uma evidente prova da falta de humanismo dos
governantes angolanos.
Apesar dos dirigentes angolanos terem uma capacidade anedótica e
totalmente irreal de tentarem justificar o que tem sido claramente evidências
da incompetência que transportam, os factos que todos veem diariamente,
crianças na rua desprovidas do mínimo de segurança e protecção institucional é
uma prova da incapacidade de um governo desumano e incapaz de atender as
necessidades mais básicas da sociedade.
Não se poderá dizer que a pobreza resulta de uma causa em particular,
mas existem diversos factores que podem contribuir para que o
indivíduo se encontre ou possa vir a ficar nessa condição. Os principais factores de pobreza são os problemas socioculturais que indicam que o indivíduo é descriminado pela sua condição e essa pode
ser relativa a uma baixa escolaridade e ao facto de ser de
uma raça ou cultura diferente; a pobreza também é o resultado de
um mau funcionamento político democrático que falha em promover a igualdade a todos os níveis.
A impossibilidade de antever uma possível mudança no actual quadro de
governação apenas prevalece no interior das organizações políticas, onde os
filiados políticos ignoram toda realidade. Entretanto, na actual sociedade,
esperar uma possível solução vinda dos governantes não passa de mera retórica
que já não serve sequer para enganar a população de dementes que andam pelas
ruas do país.

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