Os episódios realizados pelos agentes de trânsito dos municípios da
Samba, Maianga, Ingombotas e Rangel, logo pela manhã, ou geralmente ao final de
uma jornada de trabalho, na conhecida "estrada do Rocha Pinto, Ilha de
Luanda, Aeroporto 4 de Fevereiro, Avenida Brasil" e nas
outras vias da cidade capital, parecem contagiar todo país, onde em cada cem metros de
circulação, os automobilistas são constantemente abordados pelos agentes de
trânsito que geralmente ficam indiferentes quanto à necessidade de procederem a
gestão para viabilizar o normal fluxo de circulação rodoviária.
Indiferentes a realidade que os cidadãos vivem, as exageradas operações
realizadas pelos agentes da polícia de trânsito aumentam às acrescidas
dificuldades vivenciadas diariamente pelos automobilistas.
O argumento da fiscalização parece só ter razão de ser para os
automobilistas que não têm nenhuma instituição que defende os seus direitos.
As excessivas vias esburacadas danificam os pneus, os amortecedores, a
poeira abundante, danifica os filtros, e outros componentes dos carros e causa
a necessidade da lavagem diária das viaturas, obrigando os utentes a terem de
realizar manutenções correctivas regularmente.
As péssimas condições das infraestruturas, no caso as estradas, e de
igual forma as péssimas condições ambientais, fazem com que, em Angola, uma
viatura nova que geralmente faria a revisão de manutenção preventiva aos cinco
mil quilómetros, deve fazer a referida revisão em cada dois mil quilómetros.
É evidente que, perante a indiferença institucional, onde o silêncio e
aplaudir a tudo que os chefes dizem funciona como critério de falsa
competência, faz com que a consciência pública tenha a percepção que às
situações aqui referenciadas, certamente proporcionam benefícios para alguns
poucos privilegiados.

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