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ESTADOS UNIDOS DE AMÉRICA PROTAGONIZA RAPTO CINEMATOGRÁFICO NA VENEZUELA E O MUNDO CAI NO ESPECTÁCULO


Apesar do rapto do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro parecer ser o desfecho de uma série de acção e aventura cinematográfica, a verdade é que a maioria dos líderes mundiais, mesmo calados devido o medo, sentiram e perceberam que a actual ameaça mundial reside nos objectivos dos Estados Unidos de América (EUA). A acção Americana na Venezuela demostrou quem supostamente manda no mundo e quem na verdade ameaça destronar qualquer governo que tentar contrariar as suas pretensões.

Com milhares de manipulações a mistura, os erros sucessivos sobre a interpretação das reais causas da violação de todos tratados internacionais inerentes a soberania, a grande verdade é que, tirando a Rússia e a China que ainda se mantém resistentes, o ocidente viu a sua posição de falsos justiceiros e acusadores, a ser invertida pela acção norte-americana, que a preceito  vai em sentido contrário com os receios de que a Rússia e a China constituem ameaça mundial, pois é suposto terem planos secretos para invadirem os países do continente europeu. Uma ameaça que tem sido propagada pelos EUA cuja o discurso de ampliação foi assumido publicamente pela União Europeia.

Perante a inversão do cenário político internacional, onde os fracassos de toda diplomacia das disciplinas de relações internacionais foram aglutinados a invalidade do direito internacional, só resistindo a comunicação política através da propaganda, os EUA continuam a demonstrar que o poder absoluto sempre foi, e é um risco para todos modelos políticos.

No dia 3 de Janeiro de 2026, o mundo assistiu o rapto do presidente da Venezuela Nicolas Maduro. Uma acção que durou apenas alguns minutos. Os norte-americanos ao raptarem o presidente, mas pareceu que levavam Nicolas Maduro para ir à praia com alguns amigos. 

A Venezuela é um país que vive uma crise política e social profunda. Apesar da abundância de recursos naturais, o governo da Venezuela não tem conseguido evitar os altos índices de pobreza, em parte em consequência das inúmeras sansões que o país sofre desde a morte do então presidente Hugo Chávez. O petróleo, o qual a Venezuela é um dos países que possui as maiores reservas, sem sequer mencionar outros recursos naturais que são de grande utilidade no mercado internacional não tem servido para suportar as necessidades mais básicas da população. Falta de tudo na Venezuela!

Entretanto, por trás da novela do rapto, e da propaganda dos EUA, poucos vêm que o objectivo dos EUA, em tentar inverter o caos económico que enfrenta, dai que para o presidente Maduro, talvez o rapto tenha sido a sua própria salvação, considerando que se encontrava numa situação de aparente escapatória. Deste modo, o discurso do narcotráfico não passou de uma estratégia para justificar a acção dos EUA.

A Gronelândia, o qual os EUA, classificam como o próximo alvo, depois do golpe da Venezuela servir para falir Cuba, poucos sabem, ou ignoram que apesar da crise que a Venezuela vive, ainda assim, grande parte das escassas receitas da Venezuela iam para Cuba. Com o actual cenário, resta aos cubanos apelar a caridade pela doação, caso a Rússia e quiçá a China, assumam os encargos das despesas de Cuba, o que certo modo, ao acontecer vai retardar o ápice económico que a Rússia e China tem tido, o que tem irritado fortemente os EUA, pois a Rússia e a China parecem estar isentos de todas medidas do desespero económico que os norte-americanos enfrentam.

A apetência manifestada publicamente pelos EUA, quanto a tomada da Gronelândia pode servir para provocar a Rússia, e se o plano funcionar, talvez a Rússia não resista a tanta provocação, e venha a se envolver numa terceira frente, e se assim vier a acontecer, os EUA conseguem alcançar o objectivo de estrangular o crescimento de outras moedas comerciais como vem ocorrendo com a moeda chinesa o "Yen" que já tem sido usada nas trocas entre os países que compõem os BRICS, nomeadamente, o Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Irã e Indonésia.

O episódio do rapto do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro nos faz recuar no tempo para o ano de 1990, quando o presidente do Panamá o ex-ditador panamenho Manuel Noriega foi uma ferramenta útil aos EUA durante anos, até que o presidente George H. W. Bush perdeu a paciência com o governo brutal e o envolvimento de Noriega. Ele passou praticamente o resto da vida sob custódia nos EUA, na França e no Panamá por crimes que foram de assassinato a extorsão e narcotráfico.

Colaborador pago da CIA desde o início dos anos 1970, Noriega a princípio trabalhou de perto com Washington, permitindo que forças norte-americanas instalassem postos de escuta no Panamá e usassem o país para direcionar ajuda a forças pró-EUA em El Salvador e na Nicarágua.

Em Dezembro de 1989, a Assembleia Nacional do Panamá nomeou Noriega como "líder máximo" e declarou que EUA e Panamá se encontravam em "estado de guerra". No dia 20 do mesmo mês, tropas norte-americanas invadiram na "Operação Justa Causa", dominando o quartel-general do Exército e revirando a capital para encontrar Noriega.

Em fuga, ele procurou refúgio na embaixada do Vaticano, vestido de mulher, e as forças dos EUA o obrigaram a se render em 3 de Janeiro de 1990, a mesma data que os EUA prenderam o presidente da Venezuela. 

A arma para pressionar psicologicamente Noriega e os diplomatas da Santa Sé foi o som pesado de Black Sabbath, Alice Cooper, Kiss e vários grupos de heavy metal, rock’n’roll, funk e até estilos mais amenos, mas todos tocados em um volume ensurdecedor. A batalha durou três dias, sem pausa.

Em 1992, Noriega foi condenado na Flórida a 40 anos de prisão. Ele cumpriu 17 anos antes de ser extraditado para a França em 2010, onde havia sido sentenciado por lavagem de dinheiro, e em 2011 foi enviado de volta a uma prisão do Panamá.

O ex-homem forte passou o resto da vida na solitária pelos assassinatos de centenas de opositores. No dia 11 de Dezembro de 2011, devido problemas de saúde teve direito à prisão domiciliar para se recuperar de cirurgias. Em estado grave desde Março de 2017, o ex-ditador morreu na noite de uma segunda-feira, dia 29 de Maio, aos 83 anos, no hospital Santo Tomás, na Cidade do Panamá.

O recado para os líderes africanos é claro: tirando a oração, pois a força dos quimbandas parece que já não funciona, não há nada que poderá salvaguardar a soberania, caso os donos do mundo decidem invadir os países africanos. O tempo dos líderes dos países africanos despertarem para a autonomia, que é a verdadeira liberdade é cada vez mais escasso, pois, infelizmente os líderes africanos até o momento não sabem, porque não percebem o valor do conhecimento.

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