Segundo
Perez Casas, "com esse produto, podemos acabar com o HIV — está ao nosso
alcance". O lenacapavir é o primeiro medicamento de longa duração para
profilaxia pré-exposição (PrEP), exigindo apenas duas aplicações por ano.
Trata-se de um avanço significativo em relação aos tratamentos actuais, que
requerem o uso diário de comprimidos.
Em
outubro de 2024, a Gilead concedeu licenças voluntárias a seis fabricantes de
genéricos para distribuir o produto em 120 países de baixa e média renda. Um
dos primeiros acordos foi firmado entre Unitaid, a Clinton Health Access
Initiative e o instituto de pesquisa sul-africano Wits RHI com o laboratório
indiano Dr Reddy's, prevendo a distribuição a partir de 2027.
"O
produto será inicialmente fabricado na Índia, mas estamos trabalhando para
regionalizar a produção no futuro", explicou Perez Casas. A Fundação Gates
também anunciou parceria semelhante com o grupo farmacêutico indiano Hétero.
"As
descobertas científicas como o lenacapavir podem nos ajudar a pôr fim à
epidemia de HIV, desde que sejam acessíveis às populações que mais precisam",
declarou Trevor Mundel, presidente da área de saúde global da fundação.
Desde
2010, os esforços internacionais reduziram em 40% o número de novas infecções,
mas dados da Unaids indicam que ainda houve 1,3 milhão de novos casos em 2024.
Enquanto
os genéricos não chegam ao mercado, um acordo entre o Fundo Global e a Gilead
deve permitir o envio do tratamento original a países de baixa e média renda,
com apoio dos Estados Unidos. A iniciativa, que segue a aprovação do Yeztugo
pelas autoridades norte-americanas em junho, pretende entregar as primeiras
unidades em pelo menos um país africano até o fim de 2025.

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